Quebre a dormência das suas sementes!

Você acaba de adquirir sementes frescas daquela árvore ou flor especial e, mesmo com todas as condições adequadas no plantio, ainda assim ela não germina. O que pode estar acontecendo?

Provavelmente você deve estar com sementes em dormência. O termo dormência, ou quiescência, se aplica quando as sementes, apesar de viáveis, não germinam mesmo sob as condições ideais de substrato, temperatura, luz, umidade e ventilação. A dormência é uma maneira que as plantas encontraram para superar condições temporariamente desfarováveis à germinação. Por exemplo, uma semente de flor que não tolera o frio, pode ficar em dormência por cerca de 3 a 5 meses, dando o tempo suficiente para que o inverno passe. Outro exemplo frequente, é o das árvores do cerrado ou do nordeste, que precisam passar anualmente por um longo período seco. A germinação no período seco é inviável, por tanto as sementes só germinam depois de bastante tempo.

Os mecanismos que fazem com que uma semente seja dormente são variáveis. Algumas tem a casca dura e espessa, que impede a hidratação do embrião, em outras o embrião ainda não está completamente pronto, necessitando tempo para maturação. Outras ainda necessitam que o embrião acorde, por algum estímulo externo como o aumento ou descréscimo das horas de luz, ou até mesmo uma queimada natural.

Independente do fator que faça com que uma semente saia da dormência, é importante saber que há formas de quebrar a dormência de muitas sementes, simulando o estímulo que ela encontraria na natureza.

Abaixo você encontra uma tabela com os métodos de quebra de dormência para as sementes que comercializamos. Qualquer dúvida entre em contato.

Espécie
Nome
Científico
Tratamento
Aroeira-pimenteira Schinus terebinthifolius Remoção da casca do fruto e lavagem em água corrente.
Barbatimão Stryphnodendron adstringens Ácido Sulfúrico – 15 min ou Água – Ambiente – 12:00 h
Canafístula Peltophorum dubium Água (80o C) – 5 min ou Escarificação Mecânica
Cássia Imperial Cassia fistula Ácido Sulfúrico – por 30 a 60 min ou Escarificação Mecânica
Cássia Rosa Cassia grandis Ácido Sulfúrico – por 30 a 60 min ou Escarificação Mecânica
Cinamomo Melia azedarach Remoção da polpa
Coração-de-negro Albizia lebbeck Escarificação mecânica, ou Imersão em água a temperatura inicial de 80ºC, seguida de repouso por 24 horas.
Embaúba Cecropia sp. Presença de luz e uso de temperaturas alternadas.
Flamboyant Delonix regia Água ( 80o C ) – 5 min
Genipapo Genipa americana Imersão das sementes em água à temperatura ambiente (25ºC) por 48 horas.
Goiaba Psidium guajava Imersão em água à temperatura ambiente (25ºC) por 48 horas.
Graviola Annona muricata Molho em Água fria por 24 horas
Guapuruvu Schizolobium parahyba Água ( 90o C ) -1 min ou Escarificação
Mecânica
Louro-pardo Cordia trichotoma Escarificação Mecânica leve
Mulungu Erythrina crista-galli Escarificação Mecânica
Olho-de-pavão Adenanthera pavonina Escarificação Mecânica ou Ácido Sulfúrico – 35 min
Olho-de-cabra Ormosia arborea Escarificação Mecânica ou Ácido Sulfúrico – 35 min
Orelha-de-macaco Enterolobium contortisiliquum Ácido Sulfúrico – 90 min, Escarificação Mecânica ou Imersão em água por 72 horas
Paineira Chorisia speciosa Imersão em água fria por 24 a 48 horas
Pata-de-vaca Bauhinia variegata Escarificação Mecânica
Pau marfim Balfourodendron riedelianum Escarificação Mecânica seguida de Imersão em água fria por 24 horas.
Sansão-do-campo Mimosa caesalpiniaefolia Escarificação das sementes nuas em ácido sulfúrico 95% por 5 minutos
Sapucaia Lecythis pisonis Retirar o arilo
Tamarindo Tamarindus indica Escarificação, manual com lixa e imersão em água, por 48 horas.
Tipuana Tipuana tipu Imersão das sementes em água à temperatura ambiente (25ºC) por 48 horas.
Urucum Bixa orellana Escarificação Mecânica ou Imersão em Ácido Sulfúrico por 15 a 20 minutos.
Uva –do-Japão Hovenia dulcis Imersão em água fervente e permanência por 12 horas na mesma água.

Uso de Dálias no Paisagismo

Não tem como negar, as flores das dálias são mesmo belíssimas. Coloridas e cheias de pétalas elas alegram qualquer jardim. O problema é que muitas vezes a folhagem não agrada a todos. Não raro, vemos elas crescendo muitas vezes desengonçadas e compridas, exigindo tutores e criando maciços um tanto estranhos, em contraste com a floração exuberante. Tudo se trata de uma questão de correta utilização de uma planta tão versátil, porém mal interpretada às vezes.

Primeiramente é preciso verificar a variedade que você está comprando. Há os tipos altos e os anões:

As cultivares altas alcançam entre 90 e 120 cm de altura e produzem as mais belas floradas. Elas são vendidas comumente na forma de tubérculos. Sua utilização paisagística é extensa, mas deve ser criteriosa. Os locais ideais para o seu cultivo são sempre ensolarados, junto a cercas de arame ou madeira, treliças ou até mesmo construções, como casas e muros, de forma que possa ser facilmente tutorada e fique com boa perspectiva, sem criar moitas estranhas bem no meio do jardim. Este tipo de dália viceja bem diretamente no solo, resista de plantá-la em vasos, a não ser que o vaso seja grande, para que a proporção fique boa, e certifique-se que será posicionado de forma semelhante à planta cultivada diretamente no solo, como exemplificamos anteriormente.

É possível também criar maciços harmoniosos, densos e altos com estas dálias. Esta opção é ideal para grandes jardins, onde as margens dos maciços, e a base das plantas, poderão ser guarnecidas com outras floríferas mais baixas e até mesmo forrações. Não se esqueça de observar bem a perspectiva neste caso também, para que o maciço não bloqueie a visão de outros pontos interessantes no jardim, quebrando a sensação de espaço.

Adquira tubérculos de nossas dálias altas no link abaixo:
https://www.tocadoverde.com.br/bulbos/dalias.html.

As variedades anãs são comumente vendidas na forma de sementes, em envelopes de flores com cores sortidas. Elas são ideais para criar maciços coloridos em gramados bem cuidados, além de bordaduras ao longo de canteiros e caminhos no jardim. Devido ao pequeno porte elas não precisam ser tutoradas e também podem ser plantadas em vasos e jardineiras. Apesar de serem adquiridas na forma de sementes, elas também produzem bulbos que poderão ser divididos e estocados como as dálias altas. Da mesma forma que estas, elas podem produzir híbridos por cruzamento e você pode obter dálias novas apartir das sementes das dálias que você cultiva!

Adquira sementes de dálias anãs sortidas no link abaixo:
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Sejam elas anãs ou altas, as dálias criam um clima de jardim campestre, com um toque serrano, country. Elas também combinam muito bem com os diferentes estilos de jardins europeus, substituido roseiras em jardins franceses e italianos. Brinque também de combinar as cores das flores, por complementação ou por similaridade. Seu jardim vai ficar aconchegante e alegre!

Cultivando Ervas no Jardim

Um canteiro ou vaso com ervas é simples e fácil de manter. Além de ser muito útil! As ervas apresentam propriedades medicinais, cosméticas, mágicas, aromáticas e condimentares conhecidas há milênios pela humanidade e outras tantas que são descobertas ainda hoje e serão no futuro. Você pode plantar um canteiro com suas ervas favoritas em qualquer lugar que receba boa incidência de sol. Pode ser um cantinho do jardim, ou até mesmo vasinhos pendurados na parede se você não tiver muito espaço. Até mesmo em pequenos apartamentos é possível cultivar ervas com criatividade.

Se você gosta de cozinhar, nada melhor do que ter seus temperos favoritos ao alcance das mãos, fresquinhos e sem agrotóxicos. As seguintes espécies condimentam maravilhosos pratos da culinária brasileira e mundial:
Alecrim
Cebolinha
Coentro
Cominho
Manjericão
Orégano
Salsa
Pimenta
– Outros temperos: https://www.tocadoverde.com.br/sementes/temperos.html

Agora, se o que você deseja é ter uma farmácia natural sempre à mão, para preparas chás para toda a família, não dispense as seguintes ervas medicinais:
Calêndula
Camomila
Endro
Erva-doce
Melissa
Arruda
– Outras ervas medicinais: https://www.tocadoverde.com.br/sementes/ervasmedicinais.html

Depois de escolhidas as espécies que você deseja cultivar, não esqueça de produzir as mudinhas e preparar bem a terra onde elas crescerão, para que fiquem sempre viçosas e saudáveis. Uma terra soltinha e fértil, com boa drenagem e pH balanceado é tudo o que necessitam para terem raízes bem desenvolvidas e fortes. Não esqueça de irrigar sempre em intervalos regulares, deixando a terra secar superficialmente entre as regas. A maioria das ervas não gosta de muita água, devendo ser resguardada de excessos de regas e encharcamentos.

Já cultiva ervas no jardim? Torne-se um expert com os seguintes livros:
Ervas – Guia Prático
Manual Natureza de Hortaliças e Temperos
Plantas Medicinais no Brasil
O Segredo das Ervas